segunda-feira, 26 de julho de 2010

Renda fixa ou Variável?

Ao pesquisar pela internet encontrei um artigo muito interessante sobre Renda fixa e Renda variável.
fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI157575-16359,00-RENDA+FIXA+OU+VARIAVEL.html


Você decidiu que chegou a hora de aproveitar melhor suas economias. Ao invés de continuar com a segura poupança, porém pouco rentável, é o momento de começar a investir. Mas onde? Como dividir o montante que você aplicará entre renda fixa e renda variável?

Infelizmente, não existe uma resposta mágica e única para esta questão, mas sim vários aspectos que devem ser levados em consideração antes de o investidor tomar essa decisão. Como o próprio nome diz, a renda variável, que se trata normalmente de investimentos em ações ou fundo de ações, não dá nenhuma garantia de quanto será seu rendimento na hora do resgate. Exatamente por ser um investimento menos seguro, no entanto, os ganhos podem ser muito maiores do que os da renda fixa.

Por outro lado, a renda fixa é uma aplicação que dá mais tranquilidade ao investidor, já que é possível, na maioria dos casos, saber pelo menos a remuneração mínima que você receberá. É uma aplicação que pode dar mais segurança, mas também oferece rendimentos menores. Entre as formas de renda fixa mais comuns estão os títulos do tesouro e os certificados de depósito bancário (CDBs).

O primeiro ponto a ser levado em consideração na hora da decisão é conhecer o risco que se corre ao se optar pela renda variável. “Muita gente ainda entra na bolsa por impulso, achando que verá ela se valorizar muito e sem se dar conta de que pode acabar com menos do que havia investido”, afirma George Ohanian, professor de finanças do Insper (ex-Ibmec SP). Neste ano, por exemplo, a Bovespa acumula até esta sexta-feira (23/07) queda de 6,3%.

“No longo prazo [a partir de cinco anos], no entanto, o investimento em bolsa costuma compensar. O rendimento da renda variável ultrapassa o da fixa”, diz Ohanian. A história da bolsa paulista mostra isso. De julho de 2005 a julho deste ano, a Bovespa se valorizou 159%.

Ou seja, caso você vá precisar de suas economias no curto prazo, não é uma boa ideia apostar na bolsa, já que isso pode acabar sendo até pior do que manter seu dinheiro na poupança. “O investidor não deve comprometer o patrimônio que precisará para honrar outros compromissos”, afirma Ohanian.

Existem outros fatores que devem ser levados em consideração na hora de dividir seus investimentos entre renda fixa e variável. A idade do investidor é um deles. Na teoria, quanto mais jovem é a pessoa, maiores são os ricos que ela pode correr, portanto, maior a parte que ela deveria investir em renda variável.

Em números

Mas tome cuidado com fórmulas mágicas. É muito comum encontrar equações que prometem dizer o exato percentual que você deve colocar em renda variável. Uma delas é subtrair de 80 a sua idade. Assim, um investidor de 25 anos deveria colocar 55% de suas economias na bolsa. Infelizmente, as coisas não são tão simples assim. “Essas fórmulas são enganosas. É muito diferente o percentual de patrimônio que um motoboy com mulher e filhos poderia colocar na bolsa comparado com um jovem que trabalha numa multinacional e ainda mora na casa dos pais, mesmo que eles tivessem a mesma idade”, diz Mauro Calil, professor e educador financeiro.

Como aplicar
Tanto as aplicações em renda fixa como em variável podem ser realizadas diretamente pelo investidor ou por meio de fundos, adquiridos em bancos. “Para quem não tem conhecimento do mercado financeiro, o melhor é optar por um fundo para que o gerente escolha os papéis adequados”, afirma José Ronoel Piccin, presidente do conselho administrativo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Independentemente da escolha, é preciso fazer uma boa pesquisa avaliando as taxas cobradas por cada instituição. As taxas de administração pagas aos bancos pelos investidores com dinheiro em fundo, por exemplo, se forem muito altas, podem acabar comendo boa parte dos rendimentos, algumas vezes fazendo com que eles fiquem inferiores ao que renderiam na poupança. “Atualmente, as taxas de administração variam entre 0,5% e 4%. Quanto mais o investidor tiver para investir, menores serão as taxas, visto que elas são indiretamente proporcionais”, diz Piccin.

Para investir em renda fixa existe uma boa alternativa para driblar as taxas de administração. O investidor pode comprar títulos do governo direto do Tesouro Nacional, por meio do site da instituição, sem precisar de intermediários. Para isso, basta ele se cadastrar em uma das corretoras ou bancos habilitados. As tarifas costumam ser menores e há até instituições que não cobram a taxa, como o banco Banif e as corretoras Socopa e Spinelli.

Para ficar de olho no rendimento oferecido pelos fundos dos bancos, o investidor pode consultar o site da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), que mantém um ranking com a rentabilidade mensal e anual de dezenas de fundos de investimento. Pesquise, divida suas economias entra renda fixa e variável, e aproveite a oportunidade de fazer seu dinheiro começar a trabalhar por você.